Doki...
Doki... Um suave som do vento entre as árvores formando uma harmoniosa melodia.
Doki... Doki... E continua a pulsar, além do vento e das folhas voando a única
coisa que se ouvia era seu coração. Doki... Doki... A corda tensa de seu arco
vibra em retaliação ao vento. Um galho quebrado. Relaxam-se os ombros em
sequencia as mãos. Um fino e delicado som é ouvido. A flecha corta o ar. E por
fim graciosamente acerta seu alvo, uma figura obscura sem nome, sem espírito,
sem vida, sem existência. Uma segunda sinuosa flecha alva como a neve, com a
plumagem de uma rara ave que se diz a lenda ser mágica, é lançada e antes de
entrar em contato com a monstruosidade se divide em uma simetria radial se
espalhando em pleno ar acertando vários pontos do ser. Enquanto o intruso se
desmancha no ar em uma nuvem preta, a donzela já atacará mais três deles com
seu estrondoso arco.
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| O que lhe persegue? |
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| qual é seu alvo? |
Doki...
Doki... A corda está tensa novamente. Doki... Doki.. Um galho quebrado. Doki...
e assim começa novamente a luta pela sobrevivência dentro de si. Ela larga o
arco após atirar para o céu uma flecha rubra como sangue. Caindo de joelhos o
vento macio parece desamarrar sua fita verde em seu cabelo, soltando-o caindo
sobre sua face. Sentando sobre seus calcanhares ela fecha os olhos. Uma lágrima,
apenas uma. Esta que cai lentamente no chão resoando um som fino e suave que
ecoa sobre a floresta. Passaram-se minutos, horas e ela permanecia ali imóvel,
parecia estar morta. O silêncio foi quebrado quando ela abre sua boca e sussurra
algumas silabas.
Colocado-se em
pé ela olhou para o céu. Nesse exato momento um tufão se forma em volta dela, as
árvores começam a balançar, animais de todas as raças se reúnem em volta dela. Raízes
sobem por sua perna rasgando sua túnica branca, fazendo-a ficar nua, porém ao
mesmo tempo em que a roupa foi rasgada sua nudez foi tampada pelas plantas que
formaram em sua volta uma roupa. Suas orelhas ficaram pontiagudas e sua pele
alva ganhou uma tonalidade esverdeada. Sua pupila redonda se esticou virando
uma fenda. A pequena menina havia se tornado em uma intimidante elfa. A floresta
parecia ter ganhado vida... E... E... O coração continua a pulsar... Bater...
Doki... Doki... E ela a pensar.












