quinta-feira, 7 de junho de 2012

Burn



Abro a janela em busca de vê-la, mas apenas vejo o vento a balançar as árvores e minha vida escorrer pelos meus dedos. Perco-me na escuridão sem os olhos verdes para me iluminar. Fecho a janela jogando-me sobre a cama, algo sai de mim, do meu olho, do meu coração. O sabor da sua boca se perde, o cheiro da sua roupa se dissipa, a sensação do seu toque, não a sinto mais, suas lembranças não existem mais. Você se apagou da minha vida. 

Mais uma lágrima a cair e você não voltou, você saiu e deixou um buraco. Sorriso, risada, carinho, toque, perfume, verdes, olhos, fundo, verdes, olhos, verdes, olhos verdes. Não posso tê-la, tocá-la, senti-la, já está longe de mais. Pare




Pare




Pare


Sento-me, limpo meus olhos a se fechar e meu pulmão a respirar ofegante, ponho-me a pensar que será melhor assim. Levanto-me vou até a janela e a abro,  um tufão de rubra rosas invadem meu quarto deixando com um aroma inspirador. Subo na janela olhando para o penhasco abaixo e o profundo mar da saudade. Você deve ir embora, já é em boa hora, e a aglutinação faz seu papel. 




Solto-me

Solto-me



Da minha mente, da minha paixão, da minha realidade, solto-me desse mundo, jogando-me da janela. 



Os olhos fechados, cabelos ao vento, meu coração a acelerar, palpitar, doki, doki. E em busca de outra musa vou sair. E quem sabe para de me iludir com esses olhos verdes que encontro por ai. Só escuto meu coração a pulsar, doki, doki, doki... Uma última lágrima sai do meu olhar estando prestes a me chocar com as furiosas ondas do mar da saudade, abro os braços e em seguida as asas em minhas costas. 
Um solavanco me fez planar sobre as águas olhando para nossas lembranças que agora vieram à tona só por eu estar lutando contra. Com toda a minha força começo a bater as asas de tal forma que chego perto das nuvens da esperança em uma velocidade surpreendente.  
Aos poucos vejo os planaltos da amizade logo chego.  Lá sou recepcionado por amigos que estão sempre dispostos a me segurar. 
Bagunço meu cabelo,  rasgo a minha roupa de certinho.  CHEGA. Chega de ser o certinho, tem uma hora na vida que temos que mudar crescer. E se o neologismo me permitir Sarcasticar. Sim se levantar e ser realistas não vai rola, nunca, never, merder. E só pra consta continua a me apaixonar. Levante os braços e se solte . Raise your glass